Por que comprei um iPad em vez de um tablet com Android?

Por que comprei um iPad em vez de um tablet com Android?

22 de agosto de 2012 16:49 5 comentários

Desde que comprei o meu iPad, em setembro do ano passado, as pessoas me fazem, com muita frequência, a seguinte pergunta: por que você comprou um iPad em vez de um tablet com Android? Apesar de eu já ter respondido individualmente esta pergunta diversas vezes, achei melhor escrever o que me motivou a comprar o tablet da Apple.

iPad 2 (Foto: Divulgação/Apple) iPad 2 (Foto: Divulgação/Apple)

Quem me conhece há mais tempo, sabe que, por mais que eu goste do Google e cubra as notícias relacionadas à empresa, nunca tive contato com nenhum dispositivo que contenha o Android embarcado, seja smartphone ou tablet. A falta de contato com a plataforma nunca se deu por vontade própria. Nunca disse “não quero conhecer o sistema operacional do Google”. Diferente de muitos blogueiros, apenas nunca recebi um exemplar para testar, ao mesmo tempo que nunca gastei o meu dinheiro com um dos gadgets.

Por acompanhar o Google, foi inevitável ter acesso às notícias sobre a plataforma da empresa. Assim, vieram as informações sobre a incrível fragmentação que o OS possui. Diferente do iOS, que roda exclusivamente nos iPhones (seja a versão do gadget que for), o Android se popularizou exatamente pelo fato de ser vendido em dezenas e dezenas de hardwares diferentes, das mais variadas marcas. A fragmentação rendeu duas coisas bem distintas à plataforma:

  1. abocanhar uma fatia impressionante do mercado ao ser vendida embarcada em smartphones com preços muito acessíveis. Hoje, no mercado, é possível comprar Android Phones com valores que variam de R$ 300 até mais de R$ 2 mil, o que permite, obviamente, uma maior penetração do sistema no mercado, principalmente no brasileiro;
  2. por estar presente em uma gama incrível de hardwares, a plataforma sofre com um grande problema: a falta de atualização. O usuário que compra, hoje, um smartphone com Android, não sabe se o aparelho será compatível com a versão do Android disponibilizada no dia seguinte pelo Google. Há, ainda, o problema da descentralização da liberação das atualizações, que, muitas vezes, ficam por conta das operadoras e/ou fabricantes.

Além da fragmentação, comecei a receber relatos de amigos próximos que compraram Android Phones medianos e que tiveram muitos problemas de travamento e incompatibilidade de aplicativos. Além disso, várias pessoas reclamaram comigo sobre a feiura (isso mesmo!) da maioria dos apps. Não que beleza seja fundamental em um aplicativo, mas não é algo que eu descarte. Tanto que, mesmo dentre os aplicativos que compro para o iPad, a beleza influencia a minha decisão.

Sei que, para muitos dos que estão lendo, eu disse apenas mais do mesmo até agora. Afinal, os problemas relatados por mim não são novidade para boa parte dos usuários, sejam proprietários de Android Phones ou não. Mas alguns ainda devem estar se perguntando: uai (aquele bem do interior de Minas), você comprou o iPad só por nunca ter testado um tablet com Android? Não somente.

Além da falta de contato com o Android, antes de comprar o meu iPad, tive a oportunidade de usar alguns iPhones e iPads e fiquei encantado com o sistema operacional. Respostas absurdamente rápidas, visual bonito e moderno, aplicativos bonitos… Pois é, tudo o que eu havia ouvido falar de ruim sobre o Android, não encontrei no iOS.

Bem, agora que vocês já sabem do que me levou a tomar tal decisão, pergunto: não conhecendo nada de uma plataforma e tendo ouvido falar mal dela, ao mesmo tempo conhecendo relativamente uma outra plataforma, tendo tido contato e utilizado a mesma, em qual delas vocês investiriam US$ 730 (na época, era vendido por R$ 2.300 no Brasil)?

Uma coisa posso afirmar com toda a tranquilidade e convicção: não arrependo de nenhum dos dólares investidos no iPad. O tablet possui um excelente hardware e conta com um software intuitivo e fácil de mexer. Como, um ano depois, ainda continuo sem ter contato com o Android, a minha decisão seria a mesma hoje.

p.s.¹: se, um dia, eu vier a ter contato com um tablet rodando Android e puder testá-lo para formar uma opinião mais consistente, prometo escrever um comparativo entre ambas as plataformas.

p.s.²: a pedido do Marcus Cabral, farei, em breve, um review do iPad e como é o meu uso diário do equipamento.

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