Depois da reunião, realizada ontem, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Juiz de Fora (Sinttro) e a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp), ficou decidido que, a partir da zero hora da próxima segunda-feira, terá início a greve do setor, que manterá somente 30% da frota nas ruas, conforme determina a lei. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sinttro), Paulo Avezani, a população será comunicada pela entidade, em carta aberta, sobre os motivos da paralisação.

Em contrapartida, a Prefeitura de Juiz de Fora estuda, junto com o Ministério Público Estadual, a fixação de um novo valor provisório para a passagem. Segundo Gustavo Henrique Vieira, procurador-geral do município, a meta é elaborar um termo de ajustamento de conduta (TAC), que deve ser concluído até o final da próxima semana. O objetivo é criar uma tarifa provisória até a conclusão do processo judicial que tramita na Vara da Fazenda Pública desde 2006.

Segundo o procurador-geral, a idéia da PJF é permitir, com o reajuste das passagens, que as empresas tenham condições de arcar com as exigências do Sinttro e, por tabela, impedir a realização da greve. Ainda segundo Gustavo, a administração municipal tem a preocupação em garantir que a população não tenha prejuízos com a interrupção do serviço de transporte, além de garantir o direito dos “motoristas e trocadores que precisam de aumento”.

No final das contas a população é que sairá prejudicada. Ou paga mais para ter certeza que os ônibus circularão normalmente ou continua pagando R$ 1,55 e sofrendo com a greve dos profissionais.

Acho lamentável a saída encontrada pela PJF. Punir, mais uma vez, a população não é solução para os problemas da cidade.

Fonte: Tribuna de Minas.